Desenvolvimento Humano em São Pedro da Aldeia?

Publicado para | Destaque em 11 de novembro de 2016 12:57

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que é a medida usada para classificar os locais pelo seu grau de desenvolvimento humano, vai de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1 (desenvolvimento humano total) e considera dados de três grandes pilares: saúde, educação e renda. Quanto mais próximo de 1, mais desenvolvido é o local. Ao analisar alguns dados disponíveis no site do IBGE, foi possível constatar que São Pedro da Aldeia carece de um olhar mais atento dos aldeenses e moradores. Precisamos cuidar melhor da nossa cidade e, principalmente, das nossas crianças. Como aponta o gráfico a seguir, o nosso IDH está abaixo do IDH do Estado do Rio de Janeiro e do Brasil como um todo. Vamos entender o por quê.

 

taxa de mortalidade infantil em São Pedro da Aldeia dobrou em 2014, indo na contra-mão do movimento de queda no Estado e no Brasil durante mesmo ano. Estamos 4 pontos acima do máximo admitido pela OMS – Organização Mundial de Saúde. Por que não estamos cuidando melhor das nossas crianças no primeiro ano de vida?

 

Na Educação, o número de matrículas de crianças do Ensino Fundamental tem caído, segundo os dados do IBGE de 2015. Em 2011 eram pouco mais de 15 mil e em 2015 esse número caiu para 13,5 mil. Tivemos uma redução significativa na quantidade de matrículas. Nossas escolas em São Pedro da Aldeia deixaram de receber mais de 1600 crianças de 06 a 14 anos. Qual seria o motivo?

 

Além disso, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDBE, calculado com base no aprendizado dos alunos em português e matemática (Prova Brasil) e no fluxo escolar (taxa de aprovação), não tem sido um motivo de orgulho para o nosso municício. Há muito a se fazer pela Educação. Em 2013 e 2015 ficamos bem abaixo da meta municipal, e ainda com um desempenho inferior ao IDBE do Estado e do Brasil.

 

Em relação à Economia, ainda temos dados insuficientes para uma análise mais profunda, contudo, podemos identificar claramente em nossa cidade um desenvolvimento industrial e agropecuário bastante tímido, polarizando a maior parte do nosso desenvolvimento no setor de comércios e serviços (acompanhando a tendência nacional). O fator crítico deste fato é que o setor da administração e serviços públicos movimenta maior parte da riqueza da cidade sendo responsável pela maior parte da geração de empregos. Consequentemente,  concentra-se nas mãos dos políticos (prefeitos e vereadores) um grande poder no momento das eleições. É possível um modelo de desenvolvimento econômico menos dependente da administração pública?

Fonte: http://www.cidades.ibge.gov.br/